Árvores caídas após a explosão. Foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927.

Árvores caídas após a explosão. Foto tirada durante a expedição de Kulik, em 1927.

Há 101 anos atrás, neste dia, uma bola de fogo rasgou os céus da Terra com um estrondo imponente. A explosão do impacto, diz-se, quebrou as janelas por centenas de quilômetros em todas as direções, e jogou as pessoas a metros de distância.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Evento_de_Tunguska

http://en.wikipedia.org/wiki/Tunguska_event

http://en.wikipedia.org/wiki/Tunguska_event_in_popular_culture

Lembre-se: uma dia pode ser que o céu caia sobre nossas cabeças ;-)

Tempus fugit.

Depois de um longo e tenebroso inverno, muito trampo e férias nas últimas 2 semanas, voltei. :-)

Ponte no Caminho para o Canyon Fortaleza (Férias Junho/2009)

Ponte no Caminho para o Canyon Fortaleza (Férias Junho/2009)

Foi um passeio muito gostoso, em que vimos lugares muito bonitos. :-)

Achei a idéia engraçada, então:

1º: pegar o livro mais próximo: History of Europe, J.M. Roberts
2º: abrir na página 161;
3º: procurar a quinta frase completa;
4º: colocar a frase no blog;
5º: repassar para cinco pessoas [esse eu não vou fazer!]

frase: “Yet from at least the twelfth century European society was everywhere, and not merely in the Italian republics, generating new kinds of wealth and even of power which could not find a place in the old hierarchies and so brought tehm in question”

E depois de ter escrito o e-mail referido no post anterior, eu fiquei pensando: “Se starboard vem de steering-board, por que diabos o lado direito seria o lado de steering (dirigir, pilotar)?”

A resposta, ou a mais precisamente a intuição para uma resposta extremamente plausível, mas que não confirmei com nenhum estudo, me veio através do(s) livro(s) que estava lendo: The Saxon Stories, de Bernard Cornwell.

O Cornwell escreve vários romances históricos, usando como pano de fundo algum momento histórico, os quais ele parece pesquisar em grande profundidade, e constrói histórias ficcionais, mas providas de caráter muito realista em relação aos respectivos conextos históricos.

No caso das Stories, faz um retrato muito detalhado das invasões Vikings na ilha que um dia viria a ser chamada Inglaterra. A despeito do que está escrito na Wikipedia, nos livros do Cornwell é dito que viking, originalmente, não é um povo, mas sim um ato. O ato de desembarcar, saquear, pilhar, queimar, estuprar e capturar (escravos), e ir embora. Os povos que ficaram conhecidos por essa denominação do ato são Dinamarqueses (Danes), Noruegueses e Suecos. Eu tendo a acreditar mais no Cornwell que na Wikipedia, but YMMV. Recomendo fortemente a leitura dos livros, de preferência em Inglês. Já há traduções, mas o título do segundo livro, de The Pale Horseman, foi transformado em “O Cavaleiro da Morte” – a intenção foi boa, mas o resultado não.

Ao longo dos livros há vários episódios que ocorrem em navios, e os relatos sempre descrevem o steering board, onde ficava o steering oar, que poderia ser traduzido aqui como “Pá de Pilotagem”, mas que usarei leme (rudder) para simplificar.

Faz sentido que os lemes tenham sido, em um primeiro momento, estruturas laterais às embarcações. Lemes como estruturas montadas no centro da popa (traseira) do barco, pendurados, provavelmente apareceram mais tarde na História, pelo simples motivo de que o leme na lateral é mais fácil de se fazer.

Agora, dados os dois lados, por que um e não outro? Qualquer um que já tenha velejado, ainda que pouco, sabe que num dia de vento mais forte acaba-se fazendo bastante força no leme – para corrigir o curso e também para compensar o movimento das ondas. Como a maioria das pessoas é destra, faz todo o sentido que o leme fique do lado que tem o braço mais forte, ou seja o lado direito.

Logo, como do lado direito havia o leme, faz todo o sentido que, ao atracar num porto, os navegantes encostassem o lado esquerdo no cais – para não restringir o uso do leme (do lado direito). Assim, o lado voltado para o cais era o lado usado para carregar e descarregar mercadorias. O lado do porto, ou port.

Faz sentido, e é plausível. Não quer dizer que seja verdade ;-)

Bom, escrevi o post anterior para falar um pouco do meu interesse em Etimologia, para justamente emendar neste. Outro dia eu estava curioso com a origem dos termos náuticos, em inglês, startboard e port, que na nossa terminologia naval correspondem, respectivamente, a boreste e bombordo.

(aviso: post longo)

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Sempre fui curioso, quis entender como funciona e de onde vem. E assim é com as palavras, e o nome disse é etimologia. Em outras coisas, tenho uma certa compulsão por dicionários, não só etimológicos, mas também os “normais”e os de outras línguas. Enfim, todos. Para mim eles têm uma certa magia: eles possuem, em suas incontáveis páginas, as chaves para novos conhecimentos.

Há algum tempo atrás comprei um Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de autoria de Antônio Geraldo da Cunha, editado pela Nova Fronteira. Mas fiquei decepcionado: esse dicionário, na maior parte das vezes, apenas lista as datas dos termos de origem, trazendo muito pouca informação histórica sobre os mesmos. Curiosamente, ele não consta mais nem no site da própria editora (pelo menos em uma busca simples por “dicionários”), e nem no site da Livraria Cultura – onde eu comprei o meu exemplar.

Decidi então buscar por dicionários lusitanos, na esperança de ter obras de maior profundidade. Fiz uma pesquisa na net e, aparentemente, o grande papa do assunto lá na “terrinha” é um tal de José Pedro Machado, e a obra dele que me causa mais compulsão é, naturalmente, o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, primeiramente publicado em 1952, mas que sofreu várias revisões e ampliações ao longo dos anos, sendo que consta na Cultura a 8a. edição, de 2003, dois anos antes do falecimento do autor.

Knock, knock. Tem alguém aí? E aqui? Aqui ó.

Depois de um salutar reveillon em Floripa, o ano novo já começou com as mesmas encrencas do antigo: faculdade, trabalho, compromissos familiares e sociais em geral. Ontem rodei mais um número no odômetro, ou velhômetro, no caso.

Comprei o filme dos Schürmann, eu ainda não tinha visto. É muito… marcante.

Que 2009 seja repleto de estrelas :-)

EnglishRussia.com)

The Star Sower, in Kaunas, Lithuania (Source: EnglishRussia.com)

Pequena musiquinha do Rush, que me é muito conveniente estes dias:

Alien Shore – Rush

You and I, we are strangers by one chromosome
Slave to the hormone, body and soul
In a struggle to be happy and free
Swimming in a primitive sea
You and I, we must dive below the surface
A world of red neon and ultramarine
Shining bridges on the ocean floor
Reaching to the alien shore

For you and me, sex is not a competition
For you and me, sex is not a job description
For you and me
We agree

You and I, we are pressed into these solitudes
Colour and culture, language and race
Just variations on a theme
Islands in a much larger stream

For you and me, race is not a competition
For you and me, race is not a definition
For you and me
We agree

But that’s just us…
Reaching for the alien shore

You and I, we reject these narrow attitudes
We add to each other, like a coral reef
Building bridges on the ocean floor
Reaching for the alien shore

For you and me, race is not a competition
For you and me, sex is not a definition
For you and me, we hold these truths to be self-evident
For you and me, we’d elect each other president
For you and me
We might agree

But that’s just us…
Reaching for the alien shore

Visto no Crypt-o-gram, o newsletter do Bruce Schneier: