saber falar

As pessoas são diferentes. Somos todos iguais, e todos diferentes. Isso é uma das maravilhas da existência: a diversidade. Já nascemos assim, e quanto mais vivemos e acumulamos experiências diversas, mais distintos e únicos nos tornamos.

Não adianta tentar falar em português erudito com um jovem, assim como não adianta falar gírias “descoladas” com pessoas de mais idade.

Há um bom tempo atrás, uma amiga minha me explicava que a responsabilidade da comunicação é do emissor, não do receptor. À época, isso me pegou desprevenido e eu “perdi” a discussão que tinha com ela (por algum motivo ilógico agora para mim, à época eu me senti como se estivesse em uma competição). Mas eventualmente eu pensei sobre isso, e eu acho que essa regra não é verdadeira de uma forma tão categórica: afinal de contas, cada um entende as coisas do jeito que quer. Por mais objetivo e estrito que você possa ser, as pessoas sempre podem (e a experiência me mostra que elas vão) procurar e encontrar entrelinhas escondidas no que você falou. E as conclusões que as pessoas chegam são as mais diversas possíveis.

Apesar disso, sim é preciso ter muito cuidado no falar. Principalmente se você percebe que a outra pessoa está propensa a caçar uma entrelinha, mesmo que não haja.


Este post ficou no rascunho por muito tempo, e eu lembro que tinha teorias e teorias a compartilhar com as pessoas sobre a comunicação. Passado esse tempo em que esta idéia ficou de molho, eu acho que perdi essas várias teorias.

Acho que é importante para as pessoas se expressarem bem. E o conceito de bem aqui é bem amplo, é fazer-se compreender, é não agredir, é trazer paz quando há conflito, é ser objetivo quando não se tem tempo, é ser poético quando há todo o tempo do mundo.

Acho que a conclusão mais óbvia a qual posso chegar hoje, e é obviamente obscura à primeira vista, é que para se expressar bem é preciso estar com os olhos da alma bem abertos: é preciso perceber o outro, como ele é. E uma vez que percebermos o outro, falarmos de modo que ele/ela nos entenda. Mas isso é o mais longe que podemos chegar: não somos responsáveis pelas percepções que a pessoas têm da vida, do mundo, dos outros (no caso nós).

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