sem título

Sem Título
— um versinho para o Drummond


Carlos canta uma modinha
Tão lindinha, sem riminha
Carlos canta às vezes triste
Ou, de tão singelo, até mesmo riste.
Ouço Carlos cantar uma, duas musiquinhas
E estradas, queijos, chuvas e saudades de Minas.
Carlos obsceno explora fêmeas
Com sua língua ferina e mineira.
À la carioca percorre corpos, entorta escadas.
Carlos não tem medo ou vergonha
Nem mesmo a paz do coito ele perdoa.
Carlos pensa um pouco: que é o homem?
Se não, o que é Carlos? Um gauche na vida,
Um anjo caído.

(copiado do meu blog antigo, 20.03.2005)

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Uma resposta para sem título

  1. hgfernan disse:

    muito legal o texto. não conheço poesia, mas me parece bem.

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