islã brasil

Hoje li no Estadão (na casa do meu irmão, não vi a data do jornal), uma reportagem de página inteira sobre o crescimento do islamismo no Brasil, principalmente nas periferias.

Como sempre, os problemas primeiro: qualquer religião, enquanto instituição, é uma entidade humana, e como tal, tão passível de crença quanto um banco ou um restaurante. Isso dito, nós vivemos em uma época em que há forças muito poderosas promovendo a polarização da visão de mundo entre “bons (ocidentais) e maus (islamistas)”. Eu, você, e mais um monte gente, nós sabemos que isso é uma visão imbecil, limitada da realidade. Mas existe uma grande maioria das pessoas que têm uma visão de mundo limitada, provavelmente pela falta de conhecimento, cultura, condições sociais, necessidade premente de arrumar algo para comer enquanto desvia das balas, etc…, e que geralmente se encontram nas periferias. Tais lugares, são alvos relativamente fáceis para pessoas que gostam de manipular os outros, como por exemplo forças poderosas que promovem polarização. Onde quero chegar? Eu tenho alguns medos sobre essas coisas: medo de que, apareça um imbecil que se diga líder islâmico, e que com lábia, consiga canalizar a raiva, a frustração, e a angústia de pessoas que têm vidas sofridas, para uma “causa”, e que faça merda. Mas até aí, se não for islâmico, vai ter outra bandeira, isso não importa.

A Condoleeza Rice disse uma vez (não estou achando a citação) algo como “o terrorismo cresce no espaço deixado pelo autoritarismo”. Ou algo parecido. Eu não gosto dela, mas acho que ela tem razão. Só o que falta é ela deixar de enxergar isso somente nos outros.

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Uma resposta para islã brasil

  1. Russo disse:

    Lili, glad to know que a maioria no Brasil é Sufi – você provavelmente já tinha me dito isso antes e eu esqueci – mas depois das suas explicações no fim do ano passado eu agora tenho uma idéia melhor da abrangência da filosofia Sufi. Antes eu pensava, em minha ignorância, que eles eram mais “poetas” que “pensadores”, nos sentidos mais estereotipados das palavras.

    Como eu disse, o problema não está na religião, está na miséria. Se não usarem a bandeira da fé, usarão alguma outra bandeira de ordem. O MST já é um exemplo disso, na minha opinião.

    Eu fiquei um tanto intrigado com o seu primeiro parágrafo. Sobre a sua afirmação de que “os estudiosos ocidentais definiram e ainda definem errôneamente o fator Pobreza como causa fatal e direta da Violência”, eu gostaria de ler a teoria a respeito disso. Não fiz uma análise profunda do assunto, mas, numa pensada de bate-pronto agora, me parece que a pobreza pode até não ser condição necessária para a violência, mas acho que pode ser condição suficiente. Minha mente vaga no assunto, mas não vou me alongar nisso agora. Não entendi direito a sua menção ao “Darwinismo Social”. Mas isso não é muito importante, o sentido do parágrafo como um todo está claro.

    Bjos

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