fidel

Hoje acordei cedo e fui para o trabalho enfrentar um longo dia de labuta. Pouco antes do almoço, no entanto, meu colega gringo, o Matt, me pergunta o que achamos aqui no Brasil sobre a renúncia do Fidel. O quê? Saiu? Não estava sequer sabendo disso! Bom, pensei um pouco e disse a ele:

well, there’s a lot of people here who are sympathetic to him, but as of me, I think that’s more a symbolic act than anything else: his brothers are still going to rule, plus, Cuba isn’t a threat for a loooong time
there’s a lot of left-ists among the so-called intellectuals here: they are certainly going to moan about it, I even think there might be some rallies of support here and there… to most of the people though, concerns go as far as the bills by the end of the month, I guess
well, if anything changes there, I’d be very surprised
moreover, as it seems that Mr Bush has tightened all the controls on everything regarding Cuba, I think they’re not willing to become friends with U.S. anytime soon

Pensei um pouco mais agora à noite, depois de ver todos os noticiários alardeando a notícia:

  1. Talvez mude sim, alguma coisa, mas depois que o Fidel morrer, não agora.
  2. A “elite” governante de Cuba não tem nenhum motivo (até onde eu vejo) para mudar qualquer coisa, não vejo porque a “ausência” do Fidel iria gerar mudanças
  3. Com certeza há sérios problemas de liberdade e direitos por lá. No entanto, pelo pouco de informação que tenho sobre Cuba, de um documentário aqui, outro acolá, a impressão que tenho é que: a maior parte da população tem muito pouca cultura geral para conhecer algo diferente do que eles têm, e desejar algo diferente. Não tenho os números estatísticos, mas creio que a parcela da população local que deseja mudanças radicais é uma minoria (esclarecida?!)
  4. Apesar de toda a propaganda americana em contrário, há algumas coisas que funcionam muito bem em Cuba, por exemplo saúde e educação. Os médicos cubanos hoje são referência na América Latina – não fosse pelo embargo dos EUA à Cuba (até hoje??? por quê???), tenho certeza que os americanos iriam fugir do falho sistema de saúde americano para Cuba, que fica ali ao lado. Muita gente lá já faz isso hoje indo até a Índia, imagina se ficasse a apenas 200km.

Eu li no começo do ano passado, na Foreign Affairs, que o Bush fodeu com as relações com Cuba que estavam em processo de melhoria. Depois disso, Cuba com certeza irá fazer a birra dela para não fazer nada que os EUA queiram/concordem.

Enfim, eu acho que mudam os palhaços mas o circo continua o mesmo.

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2 respostas para fidel

  1. russoz disse:

    Ah, pequeno comentário: na primeira eleição do “Junior”, alguns repórteres sem no,ão foram perguntar ao Fidel o que ele faria no dia da eleição americana. Ele respondeu: “A mesma coisa que a maioria dos americanos: vou à praia”

    Achei sensacional.

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