por falar em música…

… estou ouvindo agora o último álbum da Loreena McKennitt, o primeiro em quase dez anos. A forte influência do Oriente-Médio nas músicas é muito agradável, é uma experiência muito prazeirosa. Pode-se facilmente imaginar-se em terras de mil e uma noites, tomando chá com viajantes de caravanas distantes, dividindo histórias fantásticas.

Acrescente a isso o livro que estou lendo, Three Cups of Tea (Três Xícaras de Chá), contando a história de Greg Mortenson, um montanhista americano que teve o rumo de sua vida completamente alterado, depois de não conseguir alcançar em 1993 o cume do K2 – segundo pico mais alto do mundo – e se perder no meio das montanhas, até acabar parando na pequena cidade de Korphe, onde foi acolhido como hóspede de honra, e onde fez a promessa de voltar para construir uma escola. A imagem de 40 crianças, que caminham até um local afastado da cidade, para sentar no chão e escrever tabuadas no chão com gravetos foi muito forte para ele.

Isso me lembra histórias de pobreza no Brasil, e eu me sinto um inútil individualista. Um professor para essas crianças custaria 1 dólar por dia para o governo Paquistanês, que ao invés de educá-las, gasta com exército (e armas nucleares), para fazer cara feia na fronteira com a Índia.

Eu me pergunto, quanto será que custa educar uma criança no meio do Nordeste?

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