fim de semana

Bom, eu pensei em ir ao litoral no fim de semana. No sábado acordei super tarde, daí fui almoçar tarde, voltei tarde… um dia extremamente preguiçoso se desembaraçando ao longo dos minutos. Desencanei da viagem, saí e fui ao Southpoint, que é um shopping center enorme ao sul de Durham. Pensei em ir ao cinema. Chegando lá, tinha uma fila grande (nem estava absurdamente grande, mas não estava vazio), e eu olhei, olhei… e desanimei. Penso, logo, desisto. Saí então caminhando pelo shopping, tem um pedaço que é aberto, você caminha ao ar livre entre as lojas. Há pequenos jardins com bancos para se sentar, e alto-falantes disfaçados como blocos de pedra tocam uma música suave.

Encontrei uma loja da Barnes & Noble, uma livraria conhecida aqui nos USA. Entrei e … uaaaauuuu🙂 livraria é sempre uma delícia. Eles têm bancos e poltronas em alguns cantos da loja, então você pega o livro e vai lendo ali mesmo. Eu tive de me controlar, se não eu gastava todos os meus dinheiros😉 lá mesmo. Fiquei lendo um pedaço de um livro que há tempo queria comprar, Consciousness Explained do Daniel Dennet. Saí de lá com … 4 livros e 1 CD, aliás, um CD absolutamente prazeroso do Miles Davis. Entrei numa outra loja e… mais 4 DVDs.. eles têm muitas ofertas (de verdade, não aquelas misérias no Brasil que abaixam um real ou dois e chamam de oferta). Uma caixa de DVD triplo da série nova do Duna saiu por $7.49, o filme do Batman, aquele primeiro, do Tim Burton com o Jack Nicholson de Coringa, saiu por $5.99, o preço normal dessas coisas aqui é 15 a 25 dólares, se for lançamento “badalado” sai até por 35 dólares. Comprei também o The Wall (o filme), e o Batman Begins. Fui numa tabacaria e comprei dois fumos diferentes para o cachimbo, além de um Zippo novo. Aqui também não é tão caro.

Voltei para o hotel e foi sessão de cinema😉.

No domingo eu fui à praia. A cidade lá se chama Wilmington, e para chegar lá basta pegar a I-40 sentido Leste (na verdade a estrada, depois de Raleigh, vai no sentido Sudeste). Levei mais ou menos uma hora e pouco de viagem e, de Wilmington, tem de se ir até Wrightsville Beach, a praia de fato. O lugar é muito gosto, é um grande banco de areia/terra de frente para o Atlântico Norte. A areia era bem fina, branca e havia muitas conchas na linha da praia. Eu catei algumas🙂. Engraçado, nas últimas vezes que fui em praia no Brasil, não me lembro de ter visto tantas conchas – mas eu me lembro de vê-las quando criança, quando íamos para Peruíbe com a Caravan azul. Passei algumas horas lá, mas por mais ímpar que seja este inverno que estou passando, não há como estar quente. A água estava super gelada, mesmo assim eu caminhei bastante pela praia molhando os pés nos incessantes assaltos das ondas, enquanto vários surfistas, com neoprene do pescoço aos pé, arriscavam suas manobras na quebração, a uns 150 metros da praia.

Assim como nos filmes, eles têm aqueles piers avançando mar adentro, altos, de onde as pessoas pescam, ou simplesmente desfrutam de uma visão mais “avançada” do mar🙂

Caminhei bastante pela praia: adoro caminhar pela praia. Não pude deixar de abrir um sorriso enorme, pois o mar sempre tira um sorriso de mim. Catei algumas conchas na praia, as pessoas indo e vindo, alguns “tomando sol” – o pouco que havia – e muitas pessoas simplesmente sentadas em cadeirinhas, com um cobertor nas pernas, lendo. Achei isso também muito bacana: ler na praia. Muitas pessoas, como é a moda agora em qualquer canto pr aqui, estavam ouvindo música com iPods, MP3 players ou o que quer que seja que eles estavam usando. “Isso não faz sentido algum”, pensei. O oceano é toda a trilha sonora de que preciso.

Em abril começa a temporada de vela aqui, se eu estiver por aqui vou tentar entrar de bicão em alguma tripulação. Depois da caminhada ainda fiquei sentado na areia, vendo as ondas e as pessoas passarem, divagando. É maior do que as palavras, a grandeza do mar.

Depois que saí de lá dirigi “meio que de volta” para Raleigh, mas não peguei uma saída e acabei caindo no centro de Wilmington. A Pam, que senta na mesa em frente a mim lá na IBM, comentara que havia um navio de guerra em Wilmington. Nessa volta que dei, eu vi a placa para o navio, o USS North Carolina (duh!), e fui até lá. O navio participou da 2a. Guerra Mundial, e é hoje um museu aberto à visitação (10 ou 12 dólares para entrar, não lembro mais ao certo). Os canhões de 16 polegadas são assustadoramente enormes. São três torres com três canhões desses em cada uma. Cada torre é do tamanho de uma kitinete. Pode-se entrar nas torres e ver, através de janelas de acrílico, como era o procedimento de carga e disparo dos canhões. Quanta tecnologia (para a época!) e quanto investimento feito em… destruição!!

Saí de lá quase na hora de fecha, às 17h, e peguei a estrada direto de volta. Há algumas rádios de Classic Rock muito boas ali na região de Wilmington. Eu ia alternando, cada vez que entrava nos comerciais ou em alguma música que eu não gostasse.

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