smithsonians museums, parte um

Hoje fui ao Natural History Museum e a parte do National Air & Space Museum, ambos da Smithsonian Institution.

O relato é comprido, então estou deixando-o “escondido” aqui no post.

Hoje eu saí com o Andrei para Ir Aos Museus Smithsonian, Parte I

Museum of Natural History

Onde há toda aquela parte de animais, começando pelos mamíferos: o maior pedaço dedicado à África, mas também da América do Sul (puseram uma capivara-bebê – talvez para não assustar os americanos com o tamanho ao qual um roedor pode alcançar), Austrália com cangurus, um dingo e ornitorrincos, América do Norte, animais de lugares gelados (eu sempre acho a raposa da neve um animal espetacularmente bonito), animais do deserto, onde meu predileto é o gerbo, que é um rato do deserto que pula nas patas traseiras como um pequeno canguru (também chamado de Muad’Dib em um certo universo de ficção😉, depois tinha uma Special Exhibition sobre a cultura Sikh, da Índia, onde há uma miniatura do templo sagrado dos Sikh, que é muito bonito – Guru é uma palavra em sânscrito que quer dizer “professor”, e Sikh quer dizer “discípulo”. Há um lugar onde havia uma tarântula viva, e a tiazinha dá de comer para a aranha umas 3 ou 4 vezes ao dia (quando cheguei lá ela estava terminando de engolir o almoço🙂. Há um “rotunda”, uma espécie de átrio no prédio, com um abóboda acima, onde os dois andares do museu podem desfrutar de um espaço mais aberto. No centro, há uma espécie de palanque, estimo que a 1,80m de altura, no qual há uma estátua de um elefante em tamanho natural. Ah, essa parte toda do museu é repleta de sons dos animais… ouve-se o elefante, os leões, os macaquinhos na floresta amazônica, o urso, etc…

Após isso, entramos na ala pré-histórica: trilobitas, um dos primeiros artrópodes, e outros bichos pré-históricos, fósseis (alguns podiam inclusive ser tocados), e… sim… esqueletos de dinossauros: o Tiranossauro Re, claro, chama bastante a atenção dos turistas, mas eu sempre quis ver qual o tamanho do Diplodocus (que é aquele vegetariano barrigudo e comprido – ele tinha um segundo “centro nervoso” na parte de trás do corpo, responsável por dar respostas mais rápidas à cauda, pois se um predador mordesse sua cauda, até o impulso nervoso chegar à cabeça e uma reação ser emitida, ele já teria tomado uma segunda mordida, logo um segundo “cérebro” ajuda bastante. Fósseis de ancestrais de vários animais. Paramos para tomar um capuccino no “Fossil Cafe”, no canto do museu, depois vimos esquelemos de mamutes, tigre-de-dentes-de-sabre, ambos na ala da Era do Gelo – uma saleta onde havia crânios da linha evolutiva dos cavalos, passando um vídeo explicativo, muito legal. Também da Era do Gelo há uma pedra que viajou 300 milhas em uma geleira que fluiu como um rio (claro, bem mais devagar). Seguindo pelo corredor, uma seção sobre cultura da África, mesclando artefatos históricos com atualidades: detalhe para a “tenda portátil”, na qual um dos itens é uma metralhadora AK-47. Um artista contemporâneo, de algum lugar lá no continente africano, esculpiu um caixão na forma de um avião da KLM. O Andrei me chamou à atenção, em um canto, uma mostra de tecidos, nos quais as pinturas no tecido têm significados específicos, um deles eu achei mais engraçado, é um que a mulher usa para dizer que “se o marido vai sair por aí à noite, a esposa também vai”. Com isso encerramos o primeiro andar, subimos a escada para o segundo. Um pequeno esclarecimento, nesse museu há o térreo, o 1o. e o 2o. andares de exposição, e mais uns três ou quatro andares qu devem ser escritórios, arquivos, restauração, etc.. Percebo que no relato eu pulei a parte do térreo, mas lá vimos apenas algumas vitrines com aves do Distrito de Columbia ( D.C., onde fica Washington).

No segundo andar, fomos primeiro à direita da escada, adentramos a ala de Culturas Orientais, onde havia um pedaço sobre o Egito, com uma múmia humana, e também um gato mumificado, mas algo que me emocionou muito mais foi uma réplica do Código de Hamurabi, em escrita cuneiforme – uma das primeiras (senão a primeira) forma de escrita da humanidade!! Alguns estandes também sobre a Grécia, Paquistão, mas muito pouco sobre cada um deles. Essa ala é um beco sem saída, tivemos de voltar para a escada, e seguir para o outro lado, passando por uma Special Exhibition onde havia fotos sensacionais de animais na natureza, mas eu passei meio que rápido por ali – fotos podem ser vistas em qualquer lugar depois – e caímos na rotunda, onde a primeira passagem que pegams nos levou à galeria de meteoritos e sismologia. Há meteoros muito bonitos e curiosos por lá, alguns parecem ter sido esculpidos, outros parecem pedras comuns ao olho desatento, mas eles têm características específicas de pedras do espaço. Há computadores mostrando, em tempo real, terremotos que acontecem no mundo inteiro. Hoje teve um terremoto de força 7 em Taiwan. Um não: dois. Há um sismógrafo lá, e você pode chutar ou esmurrar a pedra sobre a qual ele se encontra, e observar as “ondas sísmicas” serem mostradas na tela. Tem um pedaço sensacional sobre vulcões, onde eu ficaria por muito tempo. Numa certa parede, uma sequência de vitrines: a primeira com um das maletas que foi utilizada para coleta de rochas em uma das missões Apollo à Lua – Uaaaaauuuu! pensei, Esta maleta foi à Lua e voltou!!! – nas próximas vitrines, pedaços de rochas da Lua: Uaaaaauuuu!!! Isto é a Lua!!!! Seguindo pela galeria adentramos a parte de Geologia, Gemas e Minerais…. me faltam palavras: eu poderia passar uma semana olhando aquelas pedras: diga o nome de um elemento químico, há um grande chance de que haja um mineral dele lá. Minérios de cobre, ouro, prata, enxofre, cobalto, urânio, tungstênio, e uma outra infinidade que já não me lembro. Pedras dos mais diversos e variados formatos e cores… algumas que brilham no escuro, outras que parecem madeira!! Alguns minérios de ferro parecem blocos maciços de metal, enquanto alguns cristais têm pedaços de cores diferentes de acordo com o minério que predominava na água no qual eles se formaram. Cristais de quartzo de todo lugar do mundo: uma boa parte deles de Minas Gerais, e muitas ametistas do Rio Grande do Sul. Lindas, lindas, lindas pedras. Pedaços inteiros de cavernas montados em vitrines. Eu já havia ouvido falar de “contaminação de asbestos”, mas não tinha idéia do que era isso de verdade: pedras que parecem chumaços de fios!!! Eu poderia voltar lá e gastar mais três dias, somente naquela ala. Um topázio de 75 Kg, de Minas. Na próxima sala – lotada com a vaidade humana – estavam as gemas e pedras preciosas. A maior esfera de quartzo sem defeitos do mundo: uma bola de uns 30+ cm de diâmetro, pesando uns 45 Kg.. a legítima bola de cristal. Brincos de diamante usados pela Maria Antonieta enquanto comia seus brioches. O diamante Hope, um dos maiores/melhores do mundo. Rubis e esmeraldas do tamanho de caixas de fósforos. Uma folha (sim, toda irregular e em relevo, mas uma folha mesmo assim), de cobre puro, que foi encontrada em uma mina nos EUA, entre duas camadas de xisto, do tamanho de uma parede pequena. Saindo por uma porta lateral caí numa rampa mais um mezanino em cima do salão dos fósseis dos dinossauros. Há um fóssil das mandíbulas de um tubarão pré-histórico, ancestral do tubarão branco, que deveria ter uns 12m de comprimento!!! Também um pedaço com os pterodáctilos estava nesse mezanino, bem como os pré-históricos que vivem até hoje: o esqueleto de um crocodilo hoje é praticamente idêntico ao do ancestral pré-histórico!!! Descobri que as araucárias (que no Brasil é só uma, mas no mundo são várias espécies diferentes) também são seres pré-históricos que praticamente não mudaram. Após esse pedaço voltamos à rotunda e íamos tentar entrar na ala de répteis, mas estava fechada… a fome então se fez imperativa, e descemos ao Atrium Cafe, onde almoçamos: comi uma salada de repolho e um prato de batatas assadas e uma espécie de bife de panela.

Ufa!!! Nisso eram umas 15:00… havíamos chegado ao museu mais ou menos às 10:20!!!

National Air & Space Museum

Dada a hora avançada escolhemos ir ao National Air & Space Museum (ao invés de ir à National Gallery of Art, que seria a próxima escolha, mas tem 4 andares de museu pra ver lá). Saímos do museu debaixo de uma garoa, e caminhamos até o Air & Space, onde há vários aviões, alguns que eu queria ver (Spitfire, P-51, o Me-109 e o Me-262 – primeiro avião a jato do mundo – da WWII), alguns que eu não imaginava que veria (X-1 e X-15, do programa X: os primeiros avioes a quebrar a barreira do som), coisas sensacionais: uma cápsula Gemini, sim, após a re-entrada, toda queimada em baixo – engasguei ao ver que a porta estava aberta, pois foi de uma dessas cápsulas que, pela primeira vez, o homem saiu de uma nave e flutuou no espaço vazio; a cápsula de retorno de uma das missões Apollo. Eu sempre me emociono com qualquer coisa relacionada ao programa Apollo, pois chegar até a Lua e voltar é, para mim, um feito extraordinário. Dá para ver como é lá dentro, e no filme Apollo 13 percebe-se que é bem apertado, mas não dá para ter noção do quão apertado é aquilo. É muito pequeno!! E couberam três astronautas e mais toneladas de equipamento lá dentro. E aquela cápsula desceu na atmosfera da Terra como um meteorito, o revestimento está queimado e se desmanchando em alguns pedaços da borda. É maravilhoso imaginar que aquilo é um pedaço da Humanidade que foi além dos nossos limites naturais, e voltou para nos contar a história.

O avião de reconhecimento U-2, que foi um dos principais aviões de espionagem utilizado durante a Guerra Fria, e também teve papel crucial na Crise dos Dez Dias no triângulo EUA-Cuba-URSS. Também estava lá o X-29, que foi um avião experimental, supersônico, mas que as asas não são “para trás”, mas sim “para frente”. Uma ala inteira que parecia um super laboratório de Física da faculdade, para explicar como e porque conseguimos tirar aviões do chão. Um DC-3, versão civil do C-47, o avião do qual os paraquedistas pularam no Dia D em 1944 (que nem mostra no “Band of Brothers”, seriado produzido pelo Tom Hanks e outros caras e que pasosu na HBO). Também tinha uma nave “prova de conceito” da Viking, que teve duas missões para Marte. Meu!!! O Spirit of St. Louis está lá!!! O primeiro avião a cruzar o Atlântico!!! Simuladores de vôo, cabines de vários aviões, uma réplica em tamanho natural do Hubble, e do Skylab (dava para entrar, mas não deu tempo). O museu fecha às 17:30, e fomos mandados embora pelos guardas, mas eu poderia ficar lá por mais um dia ou dois. Detalhe: existe um outro pavilhão, onde há um SR-71 Blackbird. Preciso voltar lá para ver isso!! Todos os aviões do Super-Trunfo da minha infância parecem estar lá🙂
Saímos de lá, e soprava um vento forte de NW, frio, mas eu estava tão alegre e excitado por ter visto aquelas coisas fantásticas que eu só curti o vento, não coloquei o gorro, nem o cachecol nem as luvas. Em dias assim, a gente se sente como se pudesse conquistar o mundo inteiro🙂 ou como se pudéssemos derrotar todos os soldados do Império sozinhos.

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2 respostas para smithsonians museums, parte um

  1. Weber disse:

    muito legal mas seria mais intereçante se tivesse fotos

  2. russoz disse:

    A despeito de todo mundo hoje andar com a camera na mao e ficar tirando foto de tudo o tempo todo, eu não gosto tanto assim de tirar foto. Na verdade eu nem tinha camera quando fui lá. Se quiser olhar algumas, aqui tem várias:

    http://www.si.edu/

    Duvido que eu tirasse fotos melhores🙂

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