bridge ices before the road

Cheguei em Raleigh às 11:35pm, local time. O Diego, colega da IBM, estava me esperando, mas o hotel é muito perto do aeroporto, e o esquema do aluguel do carro já estava arranjado, então ele acabou indo embora, enquanto eu fui pegar o carro. Chegando na Hertz, o voucher do aluguel não foi reconhecido pelo sistema deles, então tive de pegar o carro no meu cartão de crédito, para coneguir chegar no hotel, e depois resolver. Peguei o carro, um Ford Escape 4×4 (muito parecido, senão igual ao Ford Eco-Sport no Brasil), me perdi um pouco para chegar ao hotel, mas encontrei o dito cujo. Fui dormir lá pelas 2 da manhã

‘You have to unlearn what you have learned’, disse o Mestre Yoda. Dirigir em Raleigh me faz esquecer coisas e aprender coisas. Para começar, os carros aqui são todos automáticos, mas em todos os cruzamentos eu ainda procuro a embreagem. Além disso, a sinalização aqui é diferente. Como? As placas mais comuns são iguais, mas, por exemplo, existe uma placa, antes de cada ponte na rodovia, dizendo “bridge ices before the road”. Para um brasileiro, a preocupação com o gelo no inverno é um pensamento completamente alienígena.

Almocei com três indianos do meu projeto, mas só sei escrever o nome do Raju, um eu não sei como escreve, o outro não sei como fala. Almoçamos no restaurante da IBM mesmo, pegamos uma “fritada” com arroz. Imagine um yakissoba, só que ao invés de colocar macarrão, coloca-se arroz. Os vegetais da fritada você escolhe na hora, eu coloquei quase tudo que havia por lá. É bem gostoso, e é bastante comida, mas não é algo para se comer todo dia.

Uma das coisas que eu senti aqui, é que é tudo muito vazio, muito silencioso. Saí da IBM hoje mais cedo, para dormir (eu estava podre de sono), e percebi que, do lado de fora, não se ouve quase nenhum barulho. Aqui é inverno, está mais frio, então não se ouve barulho de animais, não há estradas ou ruas movimentadas por perto, e apesar de haver muita gente na IBM em Raleigh, a densidade demográfica é infinitamente menor. Mesmo dentro do escritório, não existe – nem de longe – aquele zunzunzun constante que tem em Hortolândia, aquele ruído de fundo ininterrupto das pessoas em conf.call ou contando piadas no café.

Por algum motivo, meu laptop não conecta na rede wireless do hotel, então por enquanto só consigo acessar a rede de dentro da IBM. Deve ser esse Linux todo mexido que estou usando, acho que vou zerar a máquina e instalá-lo de novo.

O céu do inverno, quando não há humidade, ou seja nuvens, é muito límpido. O sol parece até ofuscar mais do que no Brasil – sim, é meio besta, mas parece!! E à noite vê-se várias estrelas. Não parei ainda para olhar direito, ontem eu estava morto, hoje eu dei uma volta de carro, e estou indo dormir logo, não vi muita coisa. A vida aqui contém estradas, o que muito me apraz.🙂

Na 4a.feira à noite tem poker (huahuahua, sempre 4a.), na casa de um dos indianos, vou conhecer mais caminhos e lugares.

Algumas coisas aqui são muito parecidas: gente apressada na estrada, buracos nas estradas menores, quando a batata frita esfria fica intragável, o pessoal que atende na loja de hambuger é um povo difícil. O tio que serve o café da manhã no hotel é um senhor simples. A moça da farmácia é gente fina. Os moleques são metidos a bestas. Os caminhoneiros são broncos.

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Uma resposta para bridge ices before the road

  1. Andreia disse:

    ha ha
    O poquer vai atrás de vc, já que vc não vem ao poquer…
    Interesting

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