chove

Chove.
Um milhão e meio de gotas,
Apenas no último minuto,
Em meio metro de meias vidas.

Há tanto amor na chuva,
Amor que lava, que limpa,
Que queima velhas fotos,
Velhos medos, velhos dedos de
Velhos tempos.

Chove. Uma chuva fininha, constante
A molhar meus olhos, a mostrar
Meus sorrisos, meus abraços,
Meus lânguidos sentidos apurados.

Mais uma chuva em minha fronte,
mais um trovão em minhas costas.
Respiro fundo e sinto o cheiro
do mato molhado em meios momentos.

– Alex Bandeira

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