Encomendei com um colega, que foi aos States, o Blade RunnerThe Final Cut, a versão-desta-vez-é-a-última-e-definitiva-eu-prometo do Ridley Scott. Eu sempre gostei do filme, e só o que eu tinha (oops, ainda tenho) é a fita VHS dele (sim, o video-cassete ainda existe).

Honestamente, não notei tanta diferença assim pro outro que eu tinha. Essa versão não tem o voice-over do Harrison Ford, e tem o sonho com o unicórnio.

“Terrible thing living in fear, isn’t it?”

2 Comentários

  1. Eu vi essa versao outro dia e interpretei a coisa da seguinte forma. Deckard sonhou com unicornios. O agente asiatico, que parece nao ter mais nada pra fazer alem de monitorar Deckard, comete dois atos intrigantes:

    1. Ele diz algo do tipo: “Too bad she won’t live. But, then again, who does?” BTW isso e’ uma grande diferenca do final Disney-happy-joy-joy da versao inicial, na qual a Rachel e’ um novo tipo de replicante que vive tanto quanto seres humanos (se nao me engano).

    2. Ele deixa um unicornio de papel no apartamento do Deckard. A coincidencia entre o sonho do Deckard e o origami do asiatico e’ muito grande. O Deckard deve ser um replicante tambem, e o agente asiatico esta’ familiarizado com as memorias implantadas do Deckard.

    Se eu estiver chovendo no molhado, paciencia, eu nao li a ficcao milking-the-cash-cow posterior ao filme nem sou do fa-clube do Ridley Scott pra saber qual e’ a interpretacao correta do filme.

  2. Nego, até onde eu sei é isso mesmo. Mas a pegadinha é que: se a Rachel e o Deckard são replicantes, quem mais é?

    But then again, who does? Isso pode apenas dizer que todos morrem, replicantes e humans alike, ou que outros são replicantes também. O próprio Admiral “Gaff” Adama pode ser um replicante.

    For all I know, até o Ridley Scott pode ser um. E ninguém desses vai viver para sempre.


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